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A colheita de azeitona em Portugal enfrenta uma das campanhas mais desafiantes dos últimos anos, marcada por quebra de produtividade em várias regiões. Nos primeiros dias de colheita, ficou claro que a produção está aquém do esperado, obrigando a Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal – a rever as previsões para baixo e antecipar uma redução de cerca de 20% em relação à campanha anterior.

Segundo Susana Sassetti, Diretora-executiva da Olivum, a ausência de chuva nos meses mais decisivos para o desenvolvimento do fruto, combinada com calor intenso, provocou desidratação das azeitonas e impactou o rendimento até mesmo dos olivais com rega. A disponibilidade limitada de água e as elevadas temperaturas dificultaram a manutenção do crescimento normal das azeitonas este ano.

Esta conjuntura traz forte preocupação ao setor olivícola, que se vê, em várias zonas do país, perante quebra significativa de produção e grande variabilidade entre regiões e variedades — mas com a tendência dominante de menor rendimento, reforçando a incerteza numa campanha já tensa para produtores.