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O papel dos óleos vegetais na dieta norte-americana entrou no centro do debate: Robert F. Kennedy Jr., Secretário de Saúde dos EUA, defende que estes óleos são prejudiciais e deveriam ser substituídos pelo azeite. Esta mensagem ganha peso político e mediático num país que já é o terceiro maior consumidor mundial de azeite, mesmo produzindo apenas cerca de 15 mil toneladas localmente (menos de 4% da necessidade) e dependendo fortemente das importações, sobretudo com a Califórnia como principal produtora interna.

Os Estados Unidos já vinham adotando mudanças culturais: maior presença da culinária mediterrânica, atenção à saúde cardiometabólica e preocupação com rótulos mais transparentes. Agora, com o incentivo institucional, o discurso crítico aos óleos vegetais pode transformar-se em ações concretas, como campanhas e reformas alimentares. A consequência pode ser um salto histórico na procura por azeite, capaz de tornar o país no maior consumidor mundial.

O crescimento do consumo americano parece uma questão de ritmo, não de possibilidade, já que os EUA têm 330 milhões de habitantes e elevado poder de compra, o que representa uma grande oportunidade para todos os países exportadores de azeite.