A palavra “oleum”, do latim para “azeite da oliva”, sempre esteve presente na alimentação, medicina, cosmética e arte desde a Antiguidade. O médico Galeno já evidenciava seu valor terapêutico e cosmético na Grécia, aplicando o azeite em cuidados de pele e como base para diversos tratamentos.
Há também registos históricos do uso de óleos como aglutinantes em pintura, embora a prática artística só tenha se consolidado com óleos secantes, como o de linhaça, e não com o azeite.
Na pintura a óleo moderna, artistas como Jan van Eyck e Antonello da Messina foram essenciais para o desenvolvimento da técnica: Van Eyck, pelo avanço na sobreposição de camadas, e Messina, por ter divulgado o método na Itália. Apesar de o azeite não ser utilizado nas tintas actuais, seu legado histórico reforça a ligação entre “óleo”, património cultural e criação artística, mostrando que o termo vai muito além do universo culinário
