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Nos últimos meses, vários artigos internacionais reabriram um debate aparentemente encerrado: haverá gorduras mais saudáveis do que o azeite extra virgem? Alguns especialistas apontam o óleo de canola — historicamente associado a utilizações industriais — como uma alternativa competitiva do ponto de vista nutricional.

No entanto, uma análise rigorosa da evidência científica permite qualificar consideravelmente esta afirmação.

Tanto o azeite como o óleo de canola partilham uma origem vegetal e uma função essencial: fornecer gorduras saudáveis ao organismo. Ambos contêm uma elevada proporção de ácidos gordos insaturados, considerados benéficos para a saúde cardiovascular.

O óleo de canola (ou óleo de colza, na sua versão moderna para consumo) destaca-se pelo seu teor em ómega-3 e ómega-6, bem como por compostos com potencial efeito redutor do colesterol.

Mas é aí que começa a diferença estrutural.

Embora o azeite virgem extra seja essencialmente sumo de azeitona obtido por meios mecânicos, o óleo de colza requer processos industriais mais complexos e, em muitos casos, refinação química para ser adequado ao consumo humano.