Analistas e entidades como USDA e publicações especializadas antecipam para 2025/26 (safra que condiciona 2026) um cenário de preços ainda elevados em termos históricos, mas com alguma correção em relação aos picos de 2023–2024, sujeito a elevada volatilidade climática e de procura. Em termos simples: não se espera um colapso, mas sim preços firmes, com tendência ligeiramente baixista ou estável se a produção não voltar a falhar, e novamente altista se houver novos problemas de colheita.
O USDA projeta uma queda de cerca de 10% na produção mundial de azeite em 2025/26, para cerca de 3,0 milhões de toneladas, com descidas sobretudo na União Europeia e na Turquia. Estimativas de analistas para os seis principais produtores (Espanha, Itália, Grécia, Portugal, Tunísia e Turquia) apontam para cerca de 2,65 milhões de toneladas, abaixo dos 2,94 milhões de 2024/25, ainda assim acima da média de cinco anos.
Este cenário significa que a recuperação de produção após a crise de seca não é plena, mantendo o mercado relativamente apertado. Espanha continua a ser o maior “swing producer”: qualquer desvio relevante na colheita espanhola em 2025 repercute-se diretamente nos preços de 2026
