O azeite acompanha a espiritualidade humana há milénios. Não é apenas alimento: é luz, símbolo, ritual e consagração. É usado para manter lâmpadas votivas, em cerimônias religiosas, unções, sacramentos e ritos que se repetem dia após dia, ano após ano, em todos os continentes.
No entanto, quando falamos de consumo de azeite, geralmente pensamos nos países produtores, nos hábitos alimentares ou nos mercados internacionais. Raramente consideramos um actor silencioso, constante e global que, no entanto, tem um peso surpreendente no equilíbrio mundial: a religião.
Segundo dados das Nações Unidas, existem cerca de 37 milhões de igrejas, 4 milhões de mesquitas e cerca de 20 mil sinagogas no mundo. No total, existem mais de 41 milhões de locais de culto pertencentes às principais religiões monoteístas — judaísmo, cristianismo e islamismo — sem contar as centenas de milhões de templos de outras religiões espalhados pelo globo.
Se fizermos um cálculo prudente e assumirmos que, em média, cada templo consome cerca de 6 quilos de azeite por ano, o resultado é revelador: a religião consome cerca de 250 mil toneladas de azeite anualmente – uma fração não negligenciável face a um consumo mundial que ronda os 3 milhões de toneladas por ano
