In Notícias

O perímetro do EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infraestrutura do Alentejo), com cerca de 120 mil hectares de regadio planeados, dos quais mais de 100 mil hectares equipados já em 2024. Antes da construção da barragem (enchimento concluído em 2002, rega efetiva a partir de 2004), a área era maioritariamente de sequeiro, com culturas extensivas como cereais (trigo, cevada), montado e pastagens.

Produção Antes da Barragem (pré-2002)

Pré-regadio, no que viria a ser o EFMA, predominavam rotações de sequeiro: trigo-girassol ou cereais-forrajeiras, com produtividades baixas (0,5-1,5 t/ha de cereais em anos bons). O valor bruto de produção agrícola por hectare rondava os 200-500 €/ha (valores nominais da época), impulsionado por cereais e pecuária extensiva. A produção total anual no perímetro era modesta, com ênfase em auto-consumo e exportação de grãos baratos, sem culturas de alto valor como olival ou amendoal em escala.

Produção Atual (2023-2024)

Em 2024, o Anuário Agrícola de Alqueva regista cerca de 74 mil hectares de olival (duplicando de 39 mil em 2017), 20-25 mil ha de amendoal, vinha e hortícolas, com produtividades elevadas: 7-12 t/ha de azeitona em superintensivo, 3-4 t/ha em amendoim. O valor bruto de produção por hectare atinge 5.000-15.000 €/ha em olivais modernos, com produção total de azeite do Alqueva a contribuir para os 133 mil toneladas no Alentejo em 2023. A agricultura de regadio multiplicou o PIB agrícola local por 5-10 vezes, com foco em exportações de alto valor e criação de emprego em a montante e jusante do sector agrícola.