O facto de se estar a confirmar um aumento mundial da produção de azeite na campanha de 26/27 está a pressionar os preços pagos ao produtor. Com a oferta a crescer mais rapidamente do que a procura ou a capacidade de exportação, o preço internacional recente-se. Os responsáveis do sector alertam que Portugal produz azeite em quantidade superior ao consumo interno, mas os produtores continuam expostos a preços pressionados, custos elevados e dificuldades de escoamento quando o produto está embalado.
O problema do aumento dos custos é especialmente sensível para o olival tradicional e para explorações de menor dimensão, que tendem a ter custos unitários de produção mais altos e menor capacidade de negociação comercial. Nestes casos, a diferença entre o preço da azeitona ou do azeite à saída do produtor e o custo total de produção pode condicionar a sustentabilidade da exploração. Longe vão os tempos em que o azeite se negociava entre os 9 e 10€ o kilo. Este valor hoje está em menos de metade.
