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Europa perde peso e Estados Unidos sobe quota mundial.

 Apesar de a Europa continuar a representar muito peso no consumo mundial de azeite – cerca de 60% – a sua quota tem vindo a diminuir de forma gradual. Em contrapartida, os Estados Unidos consolidaram-se como o maior importador mundial de azeite, com compras anuais entre 380 mil e 400 mil toneladas, o equivalente a cerca de 35% das importações globais. O crescimento do mercado norte-americano é atribuído ao posicionamento do azeite como um produto premium associado a hábitos alimentares saudáveis.

O acréscimo de produção deve-se a empresas inovadoras como a Herdade de Maria da Guarda e tantas outras unidades portuguesas que se souberam modernizar e fazer crescer a produção de kg de azeite por ha para valores nunca antes registados .

O consumo mundial de azeite quase duplicou nas últimas três décadas, impulsionado pela crescente procura em mercados fora da região mediterrânica. A conclusão foi apresentada no segundo dia do Olive Oil World Congress (OOWC), que reuniu especialistas internacionais para analisar a evolução do consumo e da produção mundial deste produto.

Durante a sessão, o diretor executivo-adjunto do Conselho Oleícola Internacional (COI), Abderraouf Laajimi, revelou que o consumo global de azeite atingiu 3,2 milhões de toneladas na campanha 2024/25, representando praticamente o dobro do registado em 1990. No mesmo período, a produção aumentou mais de 130%, enquanto a comercialização manteve uma trajetória de crescimento sustentado.

O azeite deixou de ser um produto essencialmente associado aos países mediterrânicos para se afirmar como uma commodity global de elevado valor, acompanhando a crescente valorização da alimentação saudável em diversos mercados.

Apesar de a Europa continuar a representar cerca de 60% do consumo mundial, a sua quota tem vindo a diminuir de forma gradual. Em contrapartida, os Estados Unidos consolidaram-se como o maior importador mundial de azeite, com compras anuais entre 380 mil e 400 mil toneladas, o equivalente a cerca de 35% das importações globais. O crescimento do mercado norte-americano é atribuído ao posicionamento do azeite como um produto premium associado a hábitos alimentares saudáveis.

O Brasil surge como o segundo maior importador mundial, absorvendo aproximadamente 80 mil toneladas por ano e representando 8% das importações globais. No entanto, o mercado brasileiro continua fortemente dependente do exterior, uma vez que 99% do azeite consumido no país é importado, tornando-o particularmente vulnerável às oscilações dos preços internacionais.

A região da Ásia-Pacífico é apontada como o principal motor de crescimento futuro do setor. China, Japão, Coreia do Sul e Índia foram responsáveis, em conjunto, por cerca de 22% do aumento da procura mundial nas últimas duas décadas. Embora o consumo por habitante continue relativamente baixo, o crescimento da população e o aumento das classes médias conferem a estes mercados um elevado potencial de expansão.