O exercício imaginativo é do consultor Juan Vilar e é tão evocativo quanto desconcertante: uma piscina cheia de azeite, brilhando ao sol, na qual uma pessoa tenta nadar. Além da provocação visual ou do exercício intelectual, a questão levanta um ponto interessante para o sector do azeite: o que acontece quando transferimos o nosso produto emblemático do âmbito alimentar para o âmbito da física, do corpo humano e do movimento?
A resposta curta é clara: sim, seria possível entrar numa piscina de azeite, mas nadar nela seria uma experiência radicalmente diferente — e muito mais exigente — do que nadar na água. O azeite é menos denso que a água. Isso significa que exerce menos flutuabilidade sobre objectos submersos. Em termos práticos, o corpo humano — cuja densidade é muito próxima à da água — flutuaria com menos eficiência no azeite. Manter a cabeça acima da superfície exigiria esforço constante, mesmo em repouso.
A isso soma-se outro fator crucial: a viscosidade. O azeite é consideravelmente mais viscoso que a água, o que se traduz em maior resistência ao movimento. Cada braçada ou pernada encontraria resistência adicional, tornando o movimento mais lento, mais cansativo e menos eficiente. O movimento clássico da natação, como o conhecemos, deixaria de ser natural.
Em suma, o resultado seria uma sensação de afundamento lento; combinada com um movimento desajeitado e exaustivo. Não impossível, mas claramente antinatural.
